VHILS: Transformação e Fronteira
Há gestos que constroem. Outros que revelam ao destruir. Em VHILS: Transformação e Fronteira, a matéria urbana torna-se campo de inscrição e escavação — um território onde a imagem não é adicionada, mas desvelada.
Ao contrário da superfície polida da cultura visual contemporânea, Vhils trabalha na fricção: perfura, remove, fragmenta. E, nesse processo, faz emergir rostos, memórias e camadas invisíveis da cidade. A exposição reúne um conjunto de obras que atravessam diferentes geografias e contextos sociais, explorando a tensão entre presença e apagamento.
Cada retrato é um vestígio — não apenas de uma pessoa, mas de um lugar, de uma história coletiva inscrita nos muros. Aqui, a fronteira não é apenas linha de separação, mas zona de contacto: entre o público e o íntimo, o efémero e o permanente, o visível e o oculto.