Cruzeiro Seixas Teima em Ser Poesia
Há quem escreva para fixar o mundo. Cruzeiro Seixas desenhava para o desfazer. Nesta exposição, o gesto surge como resistência: uma linha que não ilustra, mas insinua; uma forma que escapa à captura do sentido. Entre a palavra e o traço, o artista instala um território instável — um lugar onde a poesia não se lê apenas, mas acontece. Teima em ser.
“Cruzeiro Seixas: Teima em ser Poesia” propõe uma deriva pela obra de um dos nomes maiores do surrealismo português, revelando a persistência de um pensamento visual que nunca aceitou limites fixos. Aqui, o desenho é escrita automática, o poema é imagem latente, e o silêncio torna-se matéria. As obras reunidas convocam figuras híbridas, corpos em mutação, geografias interiores que recusam a lógica da representação. São fragmentos de um universo onde o desejo, o sonho e o absurdo convivem sem hierarquia. Mais do que ver, somos chamados a atravessar.
Teste de Legenda
Num tempo saturado de imagens e velocidade, regressar a Cruzeiro Seixas é reencontrar o valor da pausa, da ausência, do intervalo. O vazio não é falha — é campo de possibilidade. Cada folha de papel torna-se assim um espaço de suspensão, onde o olhar pode finalmente respirar. Esta exposição não procura explicar a obra. Prefere escutá-la. E, nesse gesto, deixa emergir uma pergunta persistente: o que resta quando tudo o resto se dissolve? Talvez apenas isto — a teima. A poesia.
Cabeçalho de teste
Num tempo saturado de imagens e velocidade, regressar a Cruzeiro Seixas é reencontrar o valor da pausa, da ausência, do intervalo. O vazio não é falha — é campo de possibilidade. Cada folha de papel torna-se assim um espaço de suspensão, onde o olhar pode finalmente respirar. Esta exposição não procura explicar a obra. Prefere escutá-la. E, nesse gesto, deixa emergir uma pergunta persistente: o que resta quando tudo o resto se dissolve? Talvez apenas isto — a teima. A poesia.